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Solvay transforma redações de estudantes em curtas-metragens
Programa é uma iniciativa da Solvay Indupa para estimular a reflexão socioambiental
por meio do Projeto Curta Química e Natureza
Da folha de papel para as telas de cinema. O que antes era uma simples redação escrita em sala de aula, hoje virou motivo de orgulho para 11 alunos de escolas estaduais de Santo André e Rio Grande da Serra. Com o tema “Cultura, Ambiente e Sociedade” na cabeça, os estudantes, com idade entre 13 e 16 anos, produziram seis curtas-metragens.
Os filmes fazem parte do ‘Projeto Curta Química e Natureza’, iniciativa da indústria Solvay Indupa, coordenada pelo Estúdio Brasileiro com apoio das Diretorias Regionais de Ensino de Mauá e Santo André. O trabalho durou nove meses e envolveu 11 escolas de Rio Grande da Serra e da histórica vila de Paranapiacaba, subdistrito de Santo André.
Entre os destaques nos curtas, que têm média de 6 minutos de duração, está o filme ‘Represa Billings’. Os alunos realizaram a filmagem em um barco, que atravessou grande parte do reservatório, responsável pelo abastecimento da região do ABC e da Grande São Paulo. O curta-metragem é um olhar atento sobre as belezas naturais do local e o dia a dia dos moradores que moram às margens da represa.
Em “Trem da Vida”, o tema é uma viagem pelo trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), meio de transporte mais utilizado de quem parte de Rio Grande da Serra rumo à capital. A restauração de uma antiga capela é assunto no filme “Patrimônio Histórico de Rio Grande da Serra”. O destaque vai também para o filme “Comunidade Escolar”, que conta com depoimentos de pais, alunos e professores sobre o tema.
Subtemas - Os 11 alunos (trabalharam em duplas) participaram desde a elaboração de roteiros e captação de imagens até a finalização do material gravado, desenvolvido a partir de seis subtemas: O trem, Festas de Paranapiacaba, Represa Billings, Mata Atlântica, Patrimônio Histórico e Comunidade Escolar.
Na segunda edição, o projeto apresenta neste ano um número menor de filmes em relação a 2006 (foram 11 curtas-metragens). A explicação está na busca pela troca de experiências e o intercâmbio entre os alunos. Cada filme foi produzido a partir de duas redações, de escolas diferentes e sobre o mesmo tema. A novidade apresentou filmes de maior duração.
O concurso de redação envolveu cerca de 900 alunos, todos da oitava série do ensino fundamental. O desafio foi desenvolver um programa de educação ambiental entre a comunidade, com a abordagem de temas como desenvolvimento sustentável, cultura e cidadania. “Os assuntos sugeridos nos filmes fazem parte do dia a dia de todos. Queremos trazer à tona essas discussões junto à comunidade”, destaca Lisandre de Assis, coordenadora de Comunicação, da Solvay Indupa, ao comentar que o resultado é um cidadão mais consciente em sala de aula e na sociedade onde vive.
Participam desta edição os alunos Ana Fernanda dos Santos, Isanara Marques dos Santos, Jéssica de Lima Ramos, Michel Pedrolino Silva, Edilene Cristina Avelino, Leonardo Valença Carlos, Benevenuto do Carmo Júnior, Bruna Cristina de Queiróz, Bruna Daniele Pires, Rubiana de Oliveira e Claudete da Silva, esta última de Paranapiacaba. Além da exibição dos filmes, no dia 30, o público assistirá ao making off, com depoimentos dos alunos e detalhes inéditos das gravações.
Reconhecimento e profissionalização - O ‘Projeto Curta Química e Natureza’ teve um curta-metragem produzido em 2006, selecionado para um dos mais importantes festivais de cinema ambiental do mundo, o Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente da Serra da Estrela, em Portugal. O filme indicado foi “As pessoas que vivem do lixo”, do aluno Felipe Bruno, da Escola Estadual Edmundo Teixeira da Nóbrega.
Além de reconhecimento, o programa incentiva a profissionalização dos alunos. É o caso de Diego Veríssimo, um dos alunos selecionados para o projeto em 2006. O estudante participou da edição e captação de imagens durantes as filmagens deste ano. “Ele nos ligou pedindo dicas de edição de vídeos, e hoje faz estágio conosco”, diz Daniel Cywinski, coordenador geral do projeto.
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