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Cisternas construídas pela Politeno combatem doenças no sertão baiano
A construção de 14 cisternas pela Politeno, com capacidade para armazenar 16 mil litros de água, cada uma, no povoado de Matão, município de Santa Bárbara, no semi-árido baiano, vai garantir a 14 famílias da localidade o abastecimento de água potável, durante oito meses ao ano, período em que a seca é mais forte. Distante cerca de 200 quilômetros de Salvador, a população do povoado sofre com a incidência de doenças transmitidas por via hídrica, como verminoses, por falta de água potável, segundo revelou a gerente do Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), Sirleide Araújo, da ONG Movimento de Organização Comunitária (MOC), que congrega entidades vinculadas à Igreja Católica e ao Movimento das Mulheres Trabalhadoras Rurais (MMTR), entre outras, e atua na região.
“Eu tinha de andar uma légua (seis quilômetros) pra pegar água, antes da cisterna. Agora é diferente, pois já tenho água armazenada. Sobra mais tempo para eu cuidar melhor dos meus filhos”, disse a moradora Ana Maria de Oliveira, 38 anos, mãe de três filhos, há oito anos residindo em Matão. Para dona Calixtina Oliveira de Jesus, 81 anos, que mora no povoado desde a década de 60, “as cisternas foram uma benção de Deus. Agora temos água armazenada para beber e comer”.
O coordenador do Programa de Água do MOC, Nilton Freire Melo, explicou que os 16 mil litros de água armazenados, em cada cisterna, são suficientes para que uma família de cinco pessoas possa beber e cozinhar por oito meses. As famílias beneficiadas recebem o curso de Gerenciamento de Recursos Hídricos, onde aprendem como preservar a salubridade da água, e são escolhidas de acordo com os seguintes critérios: ter uma mulher como chefe de família, crianças de zero a sete anos, crianças e adolescentes na escola, deficientes físicos ou mentais e idosos maiores de 65 anos. Ele informou ainda que é necessária a construção de mais 32 cisternas para atender a toda a população de Matão.
A Politeno investe na construção de cisternas para captação de água de chuva, em parceria com a ONG Articulação no Semi-árido (ASA), a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e o Instituto Ethos de Responsabilidade Social, dentro do Programa de Combate à Pobreza Fome Zero, do governo federal. As cisternas são destinadas à população rural de baixa renda, que sofre com o efeito das secas prolongadas e o difícil acesso à água para consumo.
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